Fim do acelera e freia: IA pode mudar a fiscalização nas estradas

Com radares inteligentes e análise de dados, a tecnologia identifica a falta de cinto de segurança, uso de celular e outras infrações.

A era do “acelera e freia” pode estar com os dias contados. Com o avanço da inteligência artificial no monitoramento viário, o Brasil está mais próximo de regulamentar os radares de velocidade média, uma solução eficaz que calcula o tempo gasto por um veículo para percorrer determinado trecho e aplica multa se a velocidade média ultrapassar o limite permitido.

A fiscalização viária com inteligência artificial já é realidade em Minas Gerais. Desde dezembro, câmeras inteligentes instaladas pela EcoRodovias nas BRs 050 e 365, no trecho urbano de Uberlândia, detectam motoristas sem cinto de segurança ou usando o celular ao volante. A tecnologia, inédita no estado, funciona com algoritmos que analisam imagens em tempo real e notificam a Polícia Rodoviária Federal (PRF), permitindo uma resposta rápida e mais eficaz. Com média de 30 infrações registradas por dia, o objetivo é reduzir os acidentes e tornar o trânsito mais seguro nas regiões de maior risco.

Esses sistemas, que usam análise de dados em tempo real, identificam infrações como uso de celular ao volante, falta do cinto de segurança, direção agressiva e excesso de velocidade. Ao contrário dos radares pontuais, que estimulam comportamentos inseguros como acelerar depois da fiscalização, os radares de velocidade média promovem fluidez no trânsito e mais segurança para motoristas, pedestres e ciclistas.

Em fase de testes desde 2021 em cidades como São Paulo, Curitiba, Distrito Federal e Uberaba (MG), os resultados já são promissores. Em Uberaba, ações educativas com base na nova tecnologia reduziram em 22,5% as infrações por velocidade.

No plano internacional, os dados reforçam a eficácia da medida. Estudos apontam que uma redução de apenas 1% na velocidade média pode levar a 4% menos mortes no trânsito. Na Suécia, a implementação da tecnologia resultou em uma queda de até 61,6% nas fatalidades.

Apesar dos benefícios, a regulamentação ainda depende de homologação técnica pelo Inmetro e enfrenta barreiras políticas. Especialistas defendem a urgência da aprovação para que o Brasil entre na era da fiscalização inteligente e preventiva com suporte de IA (inteligência artificial).

A expectativa é que a medida ganhe força especialmente em rodovias perigosas e vias urbanas com alto índice de acidentes, onde o controle contínuo da velocidade pode

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