Assembleia Geral debateu integração da saúde mental com doenças crônicas e acesso justo a cuidados.
Pela primeira vez, a saúde mental ocupa lugar de destaque em uma reunião oficial da Assembleia Geral da ONU. Durante a Assembleia Geral da ONU 2025, chefes de Estado e especialistas discutem ações para enfrentar a crise global que afeta mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo.
A novidade é o reconhecimento de que saúde mental e doenças físicas caminham lado a lado: depressão, ansiedade e psicose se sobrepõem a problemas como câncer, diabetes, doenças respiratórias e cardiovasculares, as principais causas de morte e incapacidade no planeta.
Segundo a OMS, apenas 9% das pessoas com depressão recebem tratamento adequado, e menos de 40% dos pacientes com psicose têm acesso a cuidados. Mulheres e jovens estão entre os grupos mais vulneráveis.
O encontro também buscou aprovar uma Declaração Política, que deve:
- Fortalecer a atenção primária, garantindo acesso universal a prevenção e tratamento;
- Ampliar financiamento, principalmente em países de baixa e média renda;
- Investir em serviços comunitários de saúde mental;
- Promover políticas contrafatores de risco como tabaco, álcool, má alimentação e poluição;
- Combater o estigma que ainda impede milhões de buscar ajuda.
“É hora de os políticos agirem”, afirmou Devora Kestel, especialista da OMS. “A saúde mental deve ser tratada como prioridade, com mecanismos que assegurem acesso justo e acessível em todo o mundo.”
O desafio lançado na ONU é claro: transformar promessas em serviços reais, capazes de integrar o cuidado físico e psicológico, reduzir desigualdades e devolver dignidade a quem sofre em silêncio.















