A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) divulgou novas regras para o tratamento do colesterol. O objetivo é claro: reduzir o número de infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs) no país.
O documento, chamado de Diretriz Brasileira de Dislipidemias 2025, traz mudanças que afetam tanto os exames quanto o tratamento. Veja os pontos principais:
- Metas mais baixas para o colesterol ruim (LDL): pessoas de risco baixo agora devem ficar com LDL abaixo de 115 mg/dL; já para quem tem risco extremo, a meta é ainda mais dura: menos de 40 mg/dL.
- Nova categoria de risco extremo: pacientes que já tiveram vários eventos cardíacos ou doenças graves nas artérias entram nesse grupo e precisam de controle ainda mais intenso.
- Exame novo: Lp(a): a diretriz recomenda que todo mundo faça pelo menos uma vez na vida esse exame, que identifica um risco genético para problemas no coração.
- Novo cálculo de risco: além do colesterol, passam a ser considerados fatores como função dos rins e índice de massa corporal (IMC). Isso torna a análise mais personalizada.
- Tratamento mais cedo e combinado: em muitos casos, os médicos devem iniciar logo o uso de mais de um remédio, sem esperar a doença avançar.
- Estilo de vida conta muito: mesmo com medicamentos, a orientação é investir em alimentação saudável, exercícios e menos sedentarismo.
O que muda para você?
Essas novas metas tornam o cuidado com o coração mais rigoroso. Mas também levantam desafios: nem todos têm acesso fácil aos novos exames e medicamentos. Por isso, além das mudanças médicas, será preciso políticas públicas que garantam que essas recomendações cheguem a todos.
No fim, a mensagem é clara: cuidar do colesterol não é só um número no exame. É uma forma de proteger sua vida no futuro.
















